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13/10/2017 - 16:09 hs

Artigo: A Gripe tem cura?

Entenda sobre o assunto em mais um artigo de Luciana Hipólito.

Por Saúde em Dia


As mudanças de temperatura acontecendo, volta às aulas, fim das férias, enfim muitos levantando em um período chuvoso e frio em Teresina. Muitas pessoas não estão preparadas para essas mudanças, o início do ano promove um aumento do contato com outras pessoas e ainda com os eventos festivos, como o carnaval, esse contato fica maior. A proliferação de doenças virais pela inalação de gotículas oriundas de um espirro ou tosse através do nariz ou garganta pode permitir a entrada no organismo de um dos vírus mais comuns entre os brasileiros, o vírus da gripe.

Nesse período existe um elevado índice de número de pessoas contaminadas pela gripe o que causa o excesso de faltas justificadas no trabalho, crianças com atestados nas escolas, foliões voltando do carnaval apresentando os sintomas, entre outros. Em 2013 o IBGE registrou que a gripe foi a principal causa da ausência das pessoas no local de trabalho. O percentual foi de 7% da população brasileira, o que representa 14 milhões de pessoas.

O vírus da gripe chama-se influenza, uma vez dentro do organismo, o vírus destrói a membrana mucosa do tracto respiratório e infecta as células. Essa mucosa danificada pode ocasionar o surgimento de infecções secundárias como a pneumonia, sinusite, faringite, otite ou bronquite. Por isso é importante que se procure um médico infectologista logo nos primeiros sinais e sintomas, principalmente em crianças e idoso que possuem um sistema imunológico mais fraco.

Para falar sobre o assunto convidamos o Dr. Kelson Nobre Veras que é Médico Infectologista, Mestre em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela FIOCRUZ. Ele trabalha em grandes centros de saúde de Teresina e é referencia no Nordeste sobre doenças infecto contagiosa. Neste artigo o médico especialista irá explicar sobre os grandes mistérios desse vírus que tanto atinge os brasileiros e muitas vezes de forma recidiva com curtos intervalos.

Existem alguns vírus que não são eliminados do organismo humano, mas que podem ser “controlados”, nesses casos sem cura é feito um tratamento por toda a vida. Por causa disso muitos acham que o vírus de modo geral não tem cura e sim fase de incubação. O dr. Kelson explica que não é assim, o  vírus da gripe pode ser eliminado totalmente do organismo humano por nosso sistema imunológico (sem uso de medicação) em 5 a 7 dias após o início dos sintomas.

Como dito anteriormente as repetidas crises dar-se pelo contato do vírus muitas vezes em um momento em que o organismo está fragilizado como a má alimentação, estresse, problemas hormonais, sedentarismo, obesidade, algumas faixa etária, entre outras. Sobre a faixa etária o doutor Kelson deixa um alerta para os pais! “As crianças são mais fáceis de contaminar se e ainda possui uma reabilitação mais lenta, principalmente entre os 6 meses a 2 anos e isso se deve por que as crianças nesta faixa etária já perderam os anticorpos que receberam da mãe durante a gestação e ainda não tiveram o tempo de desenvolver um sistema imunológico plenamente”, explicou o médico.

Depois de ouvir isso fica a dúvida: Qual a faixa etária que mais é atingida pelo vírus? De acordo com o médico especialista as crianças são as que apresentam taxas de infecção mais elevadas e por isso requer mais atenção aos sinais e sintomas para um diagnostico precoce. “O sinais e sintomas da gripe são: febre, moleza, dor no corpo, espirros e tosse, dor de garganta, coriza nasal”, disse o infectologista.

É importante deixar claro que o vírus da gripe já sofreu várias mutações e por isso nem sempre é uma simples gripe. O doutor Kelson informa que existem 3 tipos principais de vírus da gripe que são o vírus influenza A, B e C. “O vírus influenza A é o que mais sofre mutações, sendo que seus subtipos H1N1, H2N2, H3N2, e H1N2 são capazes de atingir o homem”, ressaltou.

“Normalmente é o sistema imunológico que elimina o vírus e nos cura da gripe, mas ele pode matar, pois dependendo da variedade do vírus da gripe e das condições de saúde prévias do paciente, o vírus da gripe pode ser fatal, por isso é importante o diagnóstico que é dado pelas manifestações clínicas em qualquer faixa etária. Raramente, em casos mais graves é colhido material da nasofaringe (parte mais profunda do nariz) para pesquisar o vírus da gripe”, alertou o especialista.

O médico ainda explica que no diagnóstico, é possível confundir a gripe com a pneumonia ou com a hiper-reatividade brônquica, pois os sintomas da pneumonia são muito semelhantes. Daí a necessidade do médico auscultar os pulmões para diferenciar entre uma simples gripe ou pneumonia. A asma (hiper-reatividade brônquica) não causa febre e determina muita falta de ar, sendo bem mais fácil diferenciar da gripe. Ele ainda alerta que uma situação muito comumente confundida com a gripe é a rinite alérgica. Na rinite alérgica, porém, o paciente apresenta coriza, espirros e dor de garganta, mas não tem febre, moleza e dor no corpo.

O doutor Kelson finaliza essa participação com uma mensagem aos leitores: “A principal forma de prevenção é a vacinação anual contra a gripe. Infelizmente, a mesma só é gratuita para pessoas com 60 anos ou mais, gestantes, mulheres com até 45 dias pós-parto, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, doentes crônicos, trabalhadores da saúde e populações indígenas. Evite contato com pessoas gripadas, não use o mesmo copo ou talheres de outras pessoas”. Ele ainda ressalta que o vírus da gripe também pode contaminar as pessoas através das mãos que tocam um objeto contaminado com o vírus. Por isso, lave as mãos com água e sabão ou álcool-gel antes de tocar na sua boca, nariz e olhos.

É comum em consultórios de fisioterapia, nesse período, aumentar o número de pessoas com esse vírus, principalmente crianças e idosos. A produção da secreção pulmonar ocasionada pela influenza prejudica a troca gasosa o que promove a dificuldade de levar oxigênio para as células do corpo. O excesso dessa secreção nas vias aérea superior e inferior também dificulta a reabilitação do organismo no combate a esse vírus. É importante a fisioterapia nos casos de paciente que tem dificuldade de tossir, escarrar, assoar o nariz, entre outros. Os métodos de auxiliar na eliminação da secreção são vários e de acordo com a faixa etária e condições do paciente. O objetivo será de melhorar a expansão do pulmão, fortalecer a sua musculatura, ensinar a melhor forma de eliminar essa secreção e deixar as vias aéreas limpas.

*Luciana Hipólito de Sousa Coêlho é graduada em Fisioterapia com Especialidade em Fisioterapia em Terapia Intensiva -UTI em Fortaleza pela Inspirar com atualização em cardiorespiratório e capacitação em fisioterapia funcional neurológica (estimulação precoce e neuro-infantil) e capacitação em fisioterapia em terapia intensiva e cárdio-respiratória neonatal, infantil, e adulto em Fortaleza. Contato: (86) 3221-9646 /99582-2020 / Atende no centro de saúde & estética São Ponciano

 





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